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Volkswagen Santana

Já com 34 anos de produção e vendas no mercado automobilístico mundial, o Volkswagen Santana é, com certeza, um dos marcos para a história de veículos em quatro rodas no Brasil. Derivado do Passat, que havia sido desenvolvido com base no Audi 80, o carro protagonizou uma das viradas da Volkswagen em terras tupiniquins: inaugurava as linhas de carros médios, os “de luxo”.

História do Volkswagen Santana

No ano de 1983, tudo que a montadora alemã Volkswagen possuía no Brasil eram carros classificados como populares. Apesar de ter o Passat, lançado em 1974, este não representava bem a categoria dos carros médios em terras nacionais. Desse modo, diante do crescente sucesso de um modelo da concorrente, o Chevrolet Monza, foi lançado, em 1984, o Santana.

O Volkswagen Santana nada mais era do que a segunda geração do Passat em versão sedan, já comercializado na Europa (com o mesmo nome), desde 1979. Mudar o nome do modelo, mesmo se tratando de uma segunda geração, foi uma jogada da fabricante, a fim de passar a ideia de que era um carro totalmente novo, e fazer o público consumidor se interessar pela novidade.

No ano de seu lançamento, o Santana foi disponibilizado em duas carrocerias diferentes, uma de duas portas e outra de quatro – a primeira era fabricada apenas em terras brasileiras, devido à preferência do público nacional por esse tipo de modelo, o que perdurou até meados de 1990. Eram comercializadas três versões do Volkswagen Santana: CS – Comfort Silver, que era a mais básica – CG – Comfort Gold, uma espécie de acabamento intermediário – e CD – Comfort Diamond, que era o acabamento tido como topo de linha, contendo itens inovadores, como direção hidráulica e câmbio automático de 3 marchas.

A partir de 1990, com o fim da Guerra Fria e o legítimo final da Ditadura Militar no Brasil, os mercados exteriores foram abertos, o que significava uma volta dos veículos importados nas concessionárias brasileiras. Desse modo, a Volkswagen viu que precisava agir. Como criar uma nova linha teria um custo muito alto, decidiu-se fazer uma reestilização no Santana. Agora este contava com linhas mais modernas, frente inspirada no Audi 80 de terceira geração e traseira parecida com modelos famosos do Velho Continente, como o cupê Corrado. O visual final do projeto dava um ar de mais esportividade ao carro.

Em 1997, o carro ganhou outra reestilização, que geraria algumas controvérsias com o grande público. Isso ocorreu pelo fato de que essa nova versão, apesar de ter lanternas bem modernas e bonitas, possuía o design do para-choque bastante arredondado, o que abandonava as raízes da linha. De fato, mas a fabricante alemã estava apenas seuindo uma nova ideia de visual que vinha se mostrando forte em todos os outros segmentos, que eram as linhas um pouco menos bem definidas, dando o ar de modernidade.

Apesar de, atualmente, não estar mais em produção no Brasil, o Santana está longe de deixar os mercados mundiais. Isso se deve ao fato de que o carro é altamente apreciado pelo público chinês, e vende bastante por lá (mesmo com visual de 1997). Além disso, a montadora alemã lançou, no ano de 2012, uma nova geração para a linha, que ficou chamado de New Santana. Este tinha semelhanças fortes com o Jetta e até alguns concorrentes de outras fabricantes, como o Renault Logan e o Nissan Versa.

Devido à baixa popularidade do New Santana em terras européias, a Volkswagen do Brasil decidiu por não produzir e nem comercializar o sedan nos mercados brasileiros, limitando-se somente ao Velho Continente.

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