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palio fire

Palio Fire

Casos de sucesso nunca surgem sozinhos e, em geral, tem uma série de componentes que influem diretamente no êxito.

O mercado automotivo sempre oferece bons exemplos nesse sentido. É quase impossível que um carro seja um sucesso de vendas tendo apenas um design interessante, ou uma boa autonomia, ou economia de combustível, ou qualquer outra categoria isolada.

Para ser bem-sucedido nesse mercado é preciso de um veículo que consiga aliar essas qualidades da melhor forma possível, e conseguindo satisfazer os clientes de maneira ampla.

No mercado de carros brasileiro poucos carros conseguiram aliar esses fatores de forma tão produtiva quanto o Palio, da fábrica italiana Fiat. Com cerca de três milhões de unidades vendidas, o modelo é o quarto mais vendido da história do mercado automotivo brasileiro.

Muito do sucesso do carro também está atrelado às inovações tecnológicas vividas pela Fiat durante sua produção, em especial o desenvolvimento do motor Fire.

Saiba mais sobre a história do Palio e do icônico motor que marcou uma geração de carros da marca de Turim.

  • A história do Palio

    fiat palio fire
    fiat palio fire

O Palio surgiu em um momento de alta da Fiat no mercado nacional. O Fiat Uno, lançado em 1984 estava em alta desde o início da década de 1990 e alavancou o crescimento da empresa, a consolidando de vez entre as que mais vendiam no Brasil.

Para surfar na onda de seu sucesso entre os carros populares, a Fiat desenvolveu o Palio e lançou o primeiro modelo em 1996. No mês de abril o público conheceu a primeira versão do carro, que apresentava variações de duas e quatro portas.

A primeira versão do Palio também oferecia duas opções de motor, com 1,5 e 1,6 litro, 16 válvulas e 106 cavalos de potência. Mais tarde, em julho, foi lançada uma versão com um motor de 1 litro.

O carro teve bons números de vendas logo que estreou no mercado e isso motivou a Fiat a investir no modelo, aumentando a família com dois novos automóveis. O Palio Weekend e o Siena foram lançados em 1997. O Weekend tinha a traseira alongada e entrava no segmento das “peruas”, ainda muito utilizadas na época, já o Siena se configurava na nova aposta para o mercado de sedãs da Fiat.

Mas a família não parou por aí, já que no ano seguinte, em 1998, a Fiat lançou a Strada, entrando de vez no mercado de pick-ups. Nesse mesmo ano o Siena ganhou uma versão com motor de 1 litro e caixa de câmbio com seis velocidades.

Palio 1999

O ano de 1999 não foi marcado pelo lançamento de novos modelos da família Palio, mas viu o surgimento de melhorias nos veículos da Fiat. Uma versão do Palio foi lançada com uma tecnologia inédita de embreagem acionada automaticamente. Além disso a Strada ganhou uma versão maior, com cabine estendida.

Como dito na introdução, o motor Fire foi um dos pontos essenciais para entender o sucesso do Palio e de modelos da Fiat de modo geral e a primeira vez que ele deu as caras foi em 2000. Os motores Fire apresentavam uma versão de 1,25 litro, 16 válvulas e 80 cavalos de potência e outra de 1 litro apresentando 8 ou 16 válvulas.

Os motores Fire deram um outro nível de estabilidade e autonomia aos carros da Fiat, permitindo chegar a uma potência alta com pouco consumo de combustível. Isso possibilitou que, em 2002, o Palio Fire chegasse ao mercado. Foi a versão mais barata da linha e conquistou de vez o público.

O sucesso comercial deu a segurança necessária para que a Fiat pensasse em renovações importantes para os próximos modelos. Em 2004 foi lançado um Palio remodelado, com novo design externo e um painel mais moderno.

Além das mudanças de estilo, o ano de 2004 também marcou a entrada do novo motor flex do Palio. Isso significa que o carro poderia aceitar gasolina ou etanol como combustível.

Em 2005 uma das ais ousadas mudanças de design do Palio foi colocada à disposição do público. O Palio 1.8R apostava em um visual mais esportivo para se relacionar com um motor mais rápido e potente. O modelo tinha cintos vermelhos e faixas laterais e era inspirado no Fiat Uno 1.5R, sucesso dos anos 1980.

Em 2007 foi lançado um modelo diferente, com um design inspirado em formas mais ovaladas, que viriam a ser o padrão dos faróis nas versões posteriores. Essas mudanças não alcançaram o Palio Fire, que seguiu com as mesmas características.

A próxima grande mudança do Palio aconteceria em 2011. Um desenho bem diferente do tradicional Palio de formas arredondadas foi a grande aposta. O carro também apresentava maiores dimensões e motores 1.0, 1.4 e 1.6. A versão 1.6 poderia ser equipada com um câmbio Dualogic, uma tecnologia que aproximava o carro de um modelo automático.

A nova versão do Palio foi uma aposta ousada, mas deu certo e caiu no gosto do público. Em 2014 o novo Palio chegou ao topo da lista dos carros mais vendidos do Brasil, posto que havia sido ocupado pelo Volkswagen Gol  entre 1987 e 2013!

Ainda em 2014 o bom e velho Palio Fire ganhou uma nova versão, com suspensão elevada.

Apesar de ter conseguido alcançar o topo das vendas, a nova geração do Palio não conseguiu manter o sucesso do carro mais tradicional e isso fez com que a Fiat anunciasse a aposentadoria do modelo, depois de mais de 20 anos de mercado. A fábrica italiana deve investir no modelo Argo para substituir a produção do carro popular.

O motor do Palio Fire

O motor Fire recebeu esse nome por conta da sigla em inglês “Fully Integrated Robotised Engine”, que em português significa “Motor Robotizado Totalmente Integrado”.

Essa foi uma série de motores automotivos da Fiat Powertrain Technologies, construída e desenvolvida em diversas fábricas da Fiat ao longo do mundo, incluindo a da cidade de Betim, em Minas Gerais. O design ficou por conta da firma italiana Rodolfo Bonetto e era construído por linhas de montagem robotizadas, reduzindo assim os curstos de produção.

O motor Fire substituiu os motores OHV da Fiat. Foram criados na década de 1980, mas ganharam destaque de vendas e produtividade na década seguinte.

 

 

 

 

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