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Opala Diplomata – História do Renomado Carro

Opala Diplomata – Com a economia começando o processo de globalização e em um mundo polarizado em que duas superpotências batalhavam pela influência cultural, política e econômica do mundo era natural que ocorresse um processo de internacionalização das grandes empresas e fábricas.

Foi exatamente o que correu no setor automobilístico, que viu fábricas de todo o mundo, principalmente norte-americanas, buscarem mercados consumidores ao redor do planeta. O Brasil foi um dos mercados mais buscados e as aventuras das multinacionais em terras verde e amarelas renderam bons frutos.

A General Motors, grupo a qual pertence a Chevrolet, foi uma das primeiras empresas do setor a abrir uma filial no Brasil e colheu os frutos dessa ação quando começou a produzir carros em território nacional, mais baratos e mais adaptados à realidade brasileira.

O primeiro modelo apresentado pela GM já foi um sucesso estrondoso e garantiu lugar eterno no imaginário do brasileiro fanático por carros. O Opala foi um dos carros mais vendidos do país e até hoje é um item de coleção para muitos apaixonados por automóveis.

Conheça um pouco mais sobre a história do Opala!

Opala: a história

A história do Opala começa na década de 1960, quando a GM lançou o projeto do que seria o primeiro carro a ser produzido no Brasil. O nome do modelo seria Opala que, além de ser uma marca preciosa multicolorida, era também a fusão dos nomes de duas marcas da GM fora dos Estados Unidos, a Opel e a Impala.

O lançamento do carro aconteceu em 1968, no Salão do Automóvel no dia 24 de novembro. O Opala foi apresentado ao público com quatro versões diferentes. Todas tinham quatro portas e as variações eram: Opala com 4 e seis cilindros e o Opala de luxo com 4 ou 6 cilindros. O carro chamou a atenção pelo conforto e espaço interno, podendo facilmente acomodar seis pessoas por ter um banco dianteiro em uma única peça. O câmbio de marchas tinhas três velocidades, um painel simples e um porta-malas enorme!

Carro mais vendido da Época

O Opala ganhou o gosto do brasileiro e se tornou um dos carros mais vendidos da época, mesmo consumindo muito combustível.

O próximo grande momento do Opala no mercado nacional aconteceu três anos depois de sua estreia nas ruas do Brasil. Em 1971 é lançado o Opala Cupê, com uma série de mudanças no visual. Ele não tinha colunas laterais, o teto era puxado para trás e o perfil mais longo davam uma sensação de carro compacto e esportivo, que ganhou a aprovação dos que buscavam um carro com melhor desempenho e menos cara de “carro de família”.

Alguns opcionais eram uma marca dos Opalas no início da década de 1970. Uma das principais era uma variação no câmbio de marchas. O cliente poderia escolher entre um câmbio de três velocidades e alavanca na direção ou então um câmbio de quatro velocidades e a alavanca no assoalho. Logicamente a opção com quatro velocidades garantia mais agilidade, maior economia de combustível e melhor desempenho, principalmente em estradas.

As primeiras grandes modificações do Opala desde seu lançamento em 1968 aconteceu em 1973. A principal delas tem um aspecto mais técnico. A equipe de engenheiros da GM Brasil aumentou o diâmetro dos cilindros e diminuiu o curso dos pistões, em um motor com quatro cilindros. O novo motor Chevrolet foi chamado de 151 e apresentou um aumento significativo de potência e uma variação pequena nas cilindradas.

Câmbio Automático

Outra modificação lançada em 1973 diz respeito ao câmbio, que passou a ser oferecido em uma opção automática para os carros com seis cilindros e, um ano depois, para os carros com quatro cilindros.

Se em 1973 as mudanças no Opala seguiram uma ordem mecânica, em 1975 as modificações foram focadas no design, mudando consideravelmente o estilo do carro original. As partes traseiras e dianteiras foram redesenhadas, o capô contou comum relevo no centro, as lanternas da frente foram colocadas na ponta dos para-lamas e a grade dianteira ganhou dois frisos horizontais pintados em preto. Quatro lanternas foram instaladas na parte de trás, funcionando como refletores, faróis e luz de ré.

As inovações não pararam por aí. No mesmo ano foram lançadas variações do Opala. O sedan original ganhou novos membros na família e o primeiro modelo baseado no Opala foi a perua Caravan, projeto iniciado em 1971 e lançado em 1975. A versão padrão tinha quatro cilindros, mas existia a possibilidade de ter um opcional de seis cilindros, transmissão automática e câmbio om três ou quatro marchas e direção hidráulica.

Caravan e Comodoro

Junto com a Caravan, a GM lançou o Chevrolet Comodoro, nas versões cupê e quatro portas, lançado para substituir o modelo Gran Luxo. O Comodoro foi lançado para ocupar o posto do carro de maior status da montadora no Brasil. Suas especificações técnicas traziam um motor de seis cilindros com 4100 cilindradas, 184 cavalos de potência e quatro mil rotações por minuto, carburador de corpo duplo, transmissão automática ou manual com quatro marchas e direção hidráulica.

Ainda no embalo do lançamento dos modelos novos, a GM Brasil apostou em lançar um modelo mais básico do Opala. Essa versão poderia ser comparada com duas ou quatro portas e um motor de quatro cilindros, se tornando uma opção mais acessível ao Opala Especial e Opala de Luxo que estavam deixando de ser produzidos. Ainda assim o modelo básico aceitava algumas modificações como um câmbio com três ou quatro velocidades, manual ou automático e direção hidráulica. Com uma linha ampla de opcionais a Chevrolet ocupou uma boa parcela do mercado que ia desde o Opala mais simples até o Comodoro.

Para encerrar as transformações ocorridas no ano de 1975 é importante trazer à tona que os carros foram equipados com freios a disco nas rodas dianteiras, um circuito hidráulico duplo e barra estabilizadora na parte de trás. Os motores disponíveis eram o 151 com variações de quatro cilindros, 2473 cilindradas e 90 ou 98 cavalos de potência; e o 250, com seis cilindros, 4098 cilindradas e 148 ou 153 cavalos de potência.

A linha esportiva menos sofisticada do Opala foi mantida nas versões com quatro ou seis cilindros e motores 151S ou 250S. Em 1978, a Caravan ganhou uma nova versão, com um motor mais potente.

O ano de 1980 foi marcado pela lançamento do Chevrolet Diplomata, o carro mais luxuoso da montadora americana no Brasil, tomando o lugar do Comodoro. Para se ter uma ideia, o Diplomata tinha ar condicionado como item de série, algo até então inimaginável em termos de conforto automotivo.

No ano seguinte, em 1981 acontece uma mudança mais brusca no design dos volantes e do painel de toda a linha Opala. O câmbio de cinco marchas também é apresentado como uma grande novidade no setor automobilístico.

Uma série de modificações foram feitas a partir daí e a linha de carros da Chevrolet se ampliou para além da família Opala, o que acabaria por sepultar alguns dos carros lançados em anos anteriores e, em alguns anos, o próprio Opala.

Em abril de 1992 é lançado o último Opala, dando fim à produção de mais de 24 anos. Hoje já faz mais tempo que o Opala deixou de ser fabricado do que o tempo que ele esteve nas linhas de produção da GM Brasil e o fato do carro ainda ser estimado e considerado um dos mais valiosos itens de colecionador só dá reafirma sua importância dentro do mercado automobilístico brasileiro!

. O último Opala é fabricado, no dia 16 de abril de 1992, saindo de linha a mais poderosa produção de conforto, durabilidade e potência, motivo evidente que deixa até hoje milhares de admiradores, que mesmo após 21 anos o consideram “O Imbatível”.

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