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A história da Jeep

A história da Jeep

Sinônimo de força e automóveis de alto rendimento e potência, a montadora Jeep possui uma história longa, que começou na primeira metade do século XX. As adversidades do exército e a necessidade de veículos que aguentassem qualquer tipo de terreno foi um fator decisivo para o sucesso dessa companhia em seus primeiros anos de vida.

Atualmente, a Jeep é uma das marcas mais consolidadas no mercado automobilístico em todo o mundo, se consagrando por fabricar veículos fortes, com grande potência, mas sem deixar de lado os traços visuais, sendo considerada uma das marcas com a melhor estética nesse ramo.

Diante disso, hoje iremos falar mais da história dessa marca que tanto encanta os maiores fãs de carros em todo o mundo, passando pela sua fundação e os maiores lançamento em seus quase 80 anos de atuação.

A fundação e os primeiros anos

Para entender o começo da marca Jeep no cenário internacional precisamos entender o contexto em que se deu a sua criação. A Segunda Guerra Mundial reuniu milhões de soldados e dois lados guerreavam pela permanência de suas ideologias. Do lado do Eixo estavam a Alemanha, a Itália e o Japão. Do lado dos Aliados estavam a Inglaterra, a França, a União Soviética e os Estados Unidos.

Os norte-americanos foram um dos protagonistas do confronto, uma vez que foi o responsável por cercas os alemães no fim da guerra e fazer com que se rendessem. Desse modo, com toda essa briga, fica mais fácil de imaginar o contexto que surgiu o Jeep. A fim de melhorar a locomoção, ter um veículo rápido e ágil, mas também forte e que conseguisse andar em qualquer terreno era indispensável para o exército estadunidense.

Dessa forma, o governo americano fez um pedido mais de 130 indústrias automobilísticas para que estas apresentassem os seus modelos em prazos apertados: o protótipo precisava estar pronto em apenas 49 dias, e mais 70 unidades em um total de 75 dias depois da aprovação. Havia muitas especificações do governo americano, e agora iremos citar as mais notáveis:

  • Velocidade máxima de, no mínimo, 80 km / h;
  • Automóvel com tração 4 x 4;
  • Massa máxima de 600 kg, que depois foi alterado para 625 kg;
  • Dentre outros;

Desse modo, com o prazo apertado e com todas as exigências feitas pelo Estado, apenas 3 fabricantes aceitaram o desafio e apresentaram os seus modelos no período estipulado. Estas foram: Ford, Willys-Overland e Bantam. Essas se apressaram para produzir todos os veículos e, no fim das contas, um automóvel que era, em maioria o da Willys-Overland, mas com algumas melhorias que eram baseadas nos outros dois protótipos foi o vencedor.

O modelo ficou chamado de Willys MB e a empresa vencedora conseguiu fechar um contrato com o governo, onde o pedido inicial pediu a produção de mais de 16 mil veículos. Apesar de possuir um nome oficial, os carros usados no campo de batalha ficaram conhecidos como Jeep e foram de grande valia para a vitória dos Aliados na Guerra. Alguns chegaram a dizer que, caso não fosse essa invenção, não seria possível ganhar a Guerra. Ao todo, para esse acontecimento, foram produzidos aproximadamente 600 mil Jeeps.

Fim da Guerra e o modelo para civis

Com o fim do conflito, a Willys-Overland não queria deixar de lado o projeto que levou a empresa para o conhecimento em todo o mundo. Dessa forma, desenvolveu-se um modelo para as famílias civis, principalmente para aqueles que trabalhavam no campo e precisavam de veículos fortes para realizar os serviços de agricultura.

Com o nome de CJ2A, comumente chamado de Civilian Jeep, foi lançado esse novo modelo, que fez um sucesso até considerável com o público em geral, principalmente os de famílias rurais. No ano de 1949 foi lançado uma nova geração do veículo, o CJ3A.

Em 1953, A Willys-Overland, até então fabricante dos modelos de Jeep foi vendida para a Kaiser Motors em uma transação que envolveu mais de 60 milhões de dólares. Dois anos depois, a nova empresa que comandava as produções do veículo lançou o CJ-5. Esse se tornou o modelo mais conhecido da história do Jeep, sendo produzido até a década de 80 e sendo bastante popular entre o grande público dos Estados Unidos, principalmente para pessoas que gostavam de fazer trilhas ou moravam em áreas mais rurais.

Jeep: A venda para a AMC e os esportivos

No ano de 1970, depois de duas décadas de grande sucesso para o CJ-5, a Kaiser Motors também vendeu os direitos de produção do Jeep e a marca para a American Motors Corporation (AMC). Dentre as grandes e acertadas decisões da nova proprietária, decidiu-se que as produções para os civis e para os militares seriam separadas, além do fato de que a marca queria se aproximar mais ainda do público em geral.

Dessa forma, no ano de 1974, foi lançada a primeira versão do Jeep Cherokee, que contava com vários traços esportivos e apesar de poder ser usado em terrenos mais íngremes e desfavoráveis para a maioria dos veículos, tinha um design bem mais jovial e próximo ao grande público das cidades. Esse foi um dos maiores sucessos que envolve o Jeep, uma vez que quatro anos depois foi atingida a marca de 600 veículos produzidos todos os dias.

Mais duas vendas, para a Chrysler e para a Fiat

A história da marca Jeep, como podemos perceber, tem várias nuances e conta com várias negociações de mercado. No ano de 1987 houve outra transação milionária, desta vez adquirida pela Chrysler. A nova proprietária continuou a produção dos utilitários esportivos de nome Cherokee e ainda lançou uma espécie de bisneto do herói da Segunda Guerra, o qual ficou chamado de Wrangler.

Contudo, com a crise que atingiu os Estados Unidos e todo o mundo em 2009, a Chrysler ficou à beira da falência, o que favoreceu que acontecesse a sua venda para a montadora de automóveis italiana Fiat, adquirindo assim o direito de produzir os veículos com a marca da Jeep. De certa forma, isso acabou sendo benéfico para a empresa, uma vez que novas fábricas foram inauguradas em vários lugares do mundo, como por exemplo, o Brasil.

Além disso, novos modelos foram lançados, como o Jeep Renegade e o Jeep Compass, sendo esse último um sucesso de vendas no Brasil, liderando a quantidade de unidades emplacadas no primeiro semestre do ano de 2018. Todas essas manobras e novos modelos deram retorno, uma vez que em 2014 foram vendidas mais de 1 milhão de unidades de Jeep em todo o mundo, um recorde para a marca.

Curiosidade: o nome Jeep

Como já foi falado no primeiro tópico de toda essa história, o nome Jeep foi como uma espécie de apelido que pegou. Esse apelido se deu a um quadrinho de muito sucesso nos Estados Unidos na década de 1930. O cartunista E. C. Segar, que fazia histórias para o universo do Popeye, criou o personagem Eugene, The Jeep. Este, por sua vez, era muito fiel, sempre falava a verdade e salvava os protagonistas – Popeye e Olivia Palito – de vários contratempos.

Dessa forma, quando viram todas as qualidades do carro e quando ele se transformou no segundo melhor amigo do soldado na guerra – o primeiro era o rifle – o apelidaram de Jeep.

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