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Clube Atlético Mineiro

O Galo entrou na década de 1990 remoendo as frustrações por não ter conseguido grandes conquistas com um dos melhores times de sua história na década anterior.

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Clube Atlético Mineiro

Depois das conquistas de 1914 e 1915, o Atlético amargaria um longo período vendo o América vencer dez campeonatos mineiros em sequência (1916-1925)

No artigo a seguir você encontrará os seguintes tópicos:

  • Clube Atlético Mineiro
  • A fundação e primeiros anos do Atlético
  • A retomada: Décadas de 1920, 30 e 40
  • As décadas de 1950 e 1960: Projeção Internacional
  • Décadas de 60 e 70: a escalada para o topo
  • Década de 1980: protagonismo nacional
  • Décadas de 1990 e 2000: Altos e Baixos
  • Década de 2010: Do inferno ao céu
Saiba Mais

Clube Atlético Mineiro - Tudo Sobre

O Atlético foi fundado apenas 10 anos e três meses depois da fundação de Belo Horizonte. No dia 25 de março de 1908, um grupo de estudantes se reuniu no coreto do Parque Municipal para fundar o Clube Atlético Mineiro, que teria como sua principal razão de ser, um time de futebol!


Clube Atlético Mineiro


resultado do jogo do galo

Belo Horizonte é uma das mais jovens capitais do Brasil e uma das poucas cidades planejadas do país. O governo de Minas Gerais via com urgência a construção de uma capital mais moderna para o Estado, que crescera além das capacidades de Ouro Preto, antiga Vila Rica, então capital mineira. Outro ponto que desfavorecia a permanência de Ouro Preto como capital era sua localização geográfica, situada em meio a muitas montanhas que dificultavam tanto a locomoção dentro dos limites da cidade quanto o acesso de outros locais.

Em 1897 Belo Horizonte foi fundada dentro dos limites da Avenida do Contorno. Hoje, os limites da cidade vão muito além do estipulado anteriormente, sendo boa parte da cidade externa à avenida de 13 quilômetros de extensão e que passa por 16 bairros belo-horizontinos. Nesse contexto de cidade ainda jovem e começando a estabelecer uma vida urbana autossuficiente, as primeiras grandes instituições de BH foram começando a surgir e, pouco mais de 11 anos depois de sua fundação, a capital dos mineiros seria palco para o surgimento de uma das mais importantes instituições do esporte nacional, o Clube Atlético Mineiro!


A fundação e primeiros anos do Atlético


clube atletico mineiro fundacao e primeiros anos

Como já foi dito, o Atlético foi fundado apenas 10 anos e três meses depois da fundação de Belo Horizonte. No dia 25 de março de 1908, um grupo de estudantes se reuniu no coreto do Parque Municipal para fundar o Clube Atlético Mineiro, que teria como sua principal razão de ser, um time de futebol! Apesar da fundação ainda no início do ano de 1908, o Atlético só foi disputar sua primeira partida oficial no ano seguinte, no dia 21 de março de 1909, quatro dias antes de seu primeiro aniversário.

Na ocasião, o time alvinegro venceu o Sport Club Futebol (extinto clube de Belo Horizonte) por 3 a 0. O autor do primeiro gol atleticano foi Aníbal Machado, um dos fundadores do clube. Mais tarde, Aníbal Machado seria um dos mais renomados e importantes escritores da literatura brasileira, famoso por seus livros e peças de teatro. Com o futebol ainda dando seus primeiros passos em Belo Horizonte, foram necessários mais cinco anos até que a primeira competição oficial do esporte bretão fosse disputada na cidade.

Em 1914, a Liga Mineira de Esportes promoveu a realização da taça Bueno Brandão, que carregava o sobrenome do então governador Júlio Bueno Brandão. O Atlético foi campeão do torneio, se consagrando o primeiro campeão de um campeonato na história de Minas Gerais.

Um ano depois, em 1915, foi realizado o primeiro Campeonato Mineiro da história. A competição também teve o Atlético como vencedor. A partir desse ponto o futebol começava a se consolidar no cotidiano belo- horizontino e o Atlético ganhara um rival à altura, o América, fundado em BH no ano de 1912.

Depois das conquistas de 1914 e 1915, o Atlético amargaria um longo período vendo o América vencer dez campeonatos mineiros em sequência (1916-1925), sendo o Atlético p vice-campeão em quatro dos títulos do rival. Foi assim que nasceu a primeira grande rivalidade futebolística de Minas Gerais, entre Atlético e América.


A retomada: Décadas de 1920, 30 e 40


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Durante o deca campeonato americano, o Atlético foi se esforçando para retomar o papel de protagonista no futebol mineiro. Uma grande equipe foi reunida no fim da década de 1920. Sob o comando do técnico húngaro Eugênio Medgyessy, grandes nomes da história do clube como Carlos Brant, Nariz, Mário de Castro, Jairo e Said, o alvinegro das alterosas alçaria voos altos nos próximos anos.

Mário de Castro, Jairo e Said eram conhecidos como o “Trio Maldito”. Mário de Castro marcou 195 gols com a camisa atleticana e é o terceiro maior artilheiro da história do clube. Said fez 142 e ocupa a sexta posição no ranking de artilheiros atleticanos. Jairo adiciona mais 122 gols à conta em incríveis 459 gols para o trio! Nos anos de Trio Maldito ocorreu a maior goleada da história do clássico entre Atlético e Cruzeiro, que terá seu espaço mais a frente no texto. No dia 27 de novembro de 1927, no antigo estádio do América, onde hoje fica o Mercado Central de Belo Horizonte, 4 mil pessoas se juntaram para acompanhar o jogo entre Atlético e Palestra Itália (então nome do Cruzeiro) válido pela fase final do Campeonato Mineiro.

O Atlético venceu o time da colônia italiana por 9 a 2, com três gols de Said, dois de Mário de Castro e três de Jairo em grande atuação do tridente de ataque alvinegro. Nesse mesmo período de tempo o Atlético seria campeão mineiro em 1926, 1927, 1931 e 1932.

Foi também um período de crescimento fora das quatro linhas. Em 1929 o Atlético inaugurou o Estádio Antônio Carlos, onde hoje está localizado o Minascentro. Foi o primeiro estádio com iluminação noturna de Minas Gerais. O Estádio Antônio Carlos foi palco da primeira partida internacional realizada em Minas Gerais, quando o Atlético venceu o Vitória de Portugal por 3 a 1 em 1930.

O fim da década de 1930 foi marcado pela profissionalização do futebol no Brasil e o time alvinegro, com Kafunga, Zezé Procópio e Guará, venceu os títulos de 1936, 1938 e 1939. Foi nessa época também que o chargista Fernando Pierucetti, o Mangabeira, desenhou os mascotes para os principais times de Minas Gerais, designando o Galo ao Clube Atlético Mineiro. Mais à frente falaremos mais sobre o mascote que praticamente dá novo nome ao clube para seus adeptos, por ora, apenas começaremos a usar o animal como sinônimo para o clube alvinegro.

O Campeonato Mineiro de 1936 concedeu ao Galo a vaga na primeira competição nacional de futebol, quando em 1937 a Federação Brasileira de Futebol, FBF, reuniu os campeões estaduais para a disputa da taça que indicaria quem seria o “Campeão dos Campeões”.

Os participantes dessa competição foram: Fluminense, campeão carioca, a Portuguesa, campeã paulista, o Atlético, campeão mineiro, o Rio Branco, campeão capixaba, o Aliança, campeão campista (Campos dos Goytacazes-RJ) de 1936; e a Liga Sportiva da Marinha. O Fluminense era tido como o grande favorito para a conquista do torneio e o Atlético corria por fora pela taça. O Galo de Kafunga, Zezé Procópio, Luiz Bazzoni e Guará venceu quatro jogos, empatou um e perdeu outro, se consagrando o campeão nacional, em um dos primeiros eventos futebolísticos a ter destaque na mídia nacional. A partir dos anos 1940 a rivalidade com o Cruzeiro cresceu consideravelmente e se sobrepôs a Atlético e América como o maior clássico do futebol belo-horizontino.


As décadas de 1950 e 1960: Projeção Internacional


clube atletico mineiro - as decadas de 1950 e 1960

A partir da década de 1950 o Atlético começou a realizar uma série de excursões para vários lugares do mundo, em especial a Europa. Essas excursões deram projeção internacional ao clube que dominava o cenário local em Minas Gerais.

Em 1950, o Galo foi convidado para uma série de torneios curtos na Europa e se tornou o primeiro clube mineiro a jogar no velho continente. A imprensa da época criticou bastante a decisão da diretoria por dois fatores principais. O primeiro era a qualidade técnica dos times europeus, temia-se que o time mineiro protagonizasse vexames na Europa. O segundo era o frio do inverno na Europa, uma situação totalmente nova para todos os componentes da delegação alvinegra.

O Atlético desembarcou na Alemanha em novembro de 1950, com um time comandado pelo técnico Ricardo Diez e grandes nomes como Lucas, Nívio, Vaguinho, Vavá, Babatana, Zé do Monte e os goleiros Kafunga e Mão de Onça.

Logo na estreia, o Galo bateu o Munich 1860 por 4 a 3. Ainda em 1950 o Atlético venceria grandes equipes como o Hamburgo, o Schalke 04 e o Anderlecht. Ao todo foram 10 partidas, seis vitórias, dois empates e duas derrotas.

A campanha atleticana foi acompanhada atentamente pelos jornais brasileiros, principalmente os de Belo Horizonte e a chegada do time de volta à capital mineira foi marcada por uma imensa festa nas ruas da cidade. Os torcedores saíram em carreata com o time para comemorar o feito tido como improvável e eternizar na história do clube o time que seria conhecido como os “Campeões do Gelo”, mais tarde incluído na letra do hino oficial do clube.


Décadas de 60 e 70: a escalada para o topo


clube atletico mineiro - decadas de 60 e 70

A década de 1960 não foi das melhores para o Atlético. O clube conquistou dois campeonatos mineiros em 1962 e 1963 e nada mais e ainda viu seu rival, Cruzeiro, levantar a Taça Brasil em 1966. Ainda assim, dois eventos importantes entraram para a história do clube durante esses dez anos. O time representou a seleção brasileira e a seleção mineira em partidas de futebol.

Em dezembro de 1968, mais precisamente no dia 18 daquele mês, o Galo representou a seleção brasileira contra a Iugoslávia. A seleção europeia vivia grande fase e havia chegado na segunda colocação na Eurocopa do mesmo ano. Os iugoslavos saíram na frente abrindo 2 a 0 no placar, mas o Galo forte vingador buscou o empate e a virada no Mineirão! Vaguinho, Amaury Horta e Ronaldo deram números finais ao jogo, Brasil (Atlético) 3 x 2 Iugoslávia.

Em 1969 era a vez de mudar de lado, literalmente. No dia 3 de setembro, o Galo representou a Seleção Mineira em um amistoso contra a Seleção Brasileira que seria tricampeã mundial um ano depois. A escalação de João Saldanha naquele dia contava com vários nomes campeões mundiais pelo escrete canarinho como Félix, Carlos Alberto Torres, Joel, Everaldo, Piazza, Gerson, Rivelino, Pelé, Jairzinho, Tostão, Edu e Paulo Cézar Caju.

Mesmo contra nomes consagrados do futebol mundial o Galo contou com o apoio de mais de 70 mil torcedores no Mineirão e venceu o Brasil por 2 a 1 em um episódio marcante na história atleticana.

O fim da década de 60, portanto, chegava com novos ares para o Atlético, que se estruturava para iniciar o que seria, até então, o melhor período da história do clube, ganhando projeção nacional e se tornando uma das mais temidas equipes no Brasil, base para uma das mais celebradas seleções brasileiras de todos os tempos. Em 1970 o Galo foi campeão mineiro após sete anos na fila e já começava a montar um dos times mais importantes de toda sua história.

Renato, Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir, Oldair, Cincunegui, Vanderlei Paiva, Humberto Ramos, Lola, Spencer, Ronaldo, Tião, Romeu, Dario, todos comandados pelo genial Telê Santana. Esses foram os principais nomes da conquista do primeiro Campeonato Brasileiro da história, o de 1971, a maior conquista em nível nacional do Clube Atlético Mineiro.

Ainda na década de 1970 o Galo viu surgir o maior artilheiro da sua história, José Reinaldo de Lima, Reinaldo, ou simplesmente Rei, que anotou 255 gols com a camisa alvinegra. Reinaldo seria convocado para a seleção brasileira para a Copa do Mundo de 1978 e foi o grande nome do time no vice-campeonato brasileiro de 1977, quando o time perdeu nos pênaltis para o São Paulo, sendo o único vice campeão invicto da história do brasileirão.


Década de 1980: protagonismo nacional


clube atletico mineiro - 1980

A escalada da década de 1970 não parou na virada da década e permaneceu nos anos 80. O time atleticano ficou conhecido por seus embates com o Flamengo da época e ali começava a rivalidade entre os mineiros e os cariocas, esquentada por duelos como a final do campeonato brasileiro de 1980 e a semifinal em 1987, além do escândalo envolvendo o árbitro José Roberto Wright, na Copa Libertadores de 1981, quando o juiz expulsou cinco atletas alvinegros, dando a vitória aos rubro-negros por WO.

O time atleticano teve grandes nomes do futebol na época e era base para a seleção de 1982, comanda por Telê Santana, ainda hoje tida por muitos brasileiros como a maior da história, mesmo sem o título.

Nomes como João Leite, Nelinho, Luisinho, Paulo Isidoro, Reinaldo, Éder Aleixo, Toninho Cerezo, Sérgio Araújo, Elzo, Heleno e muitos outros envergaram a camisa listrada em preto e branco encantando o país e o mundo quando vestiram a amarelinha.

O Atlético foi hexa campeão mineiro no período entre 1978 e 1983 e ainda venceu os títulos estaduais de 1985, 1986, 1988 e 1989, consolidando uma incrível hegemonia em Minas Gerais. No Brasileirão, o Galo foi vice-campeão em 1980, terceiro lugar em 1983, quarto lugar em 1985 e 1986 e terceiro lugar em 1987.


Décadas de 1990 e 2000: Altos e Baixos


clube atletico mineiro - 2000

O Galo entrou na década de 1990 remoendo as frustrações por não ter conseguido grandes conquistas com um dos melhores times de sua história na década anterior, mas não teve muito tempo para chorar os fracassos, já que em 1992 conquistaria a Copa CONMEBOL, torneio sul-americano disputado entre 1992 e 1999, reunindo 16 equipes dos países sul-americanos. No Brasil se classificavam os terceiro e quarto colocados, o que indica a boa qualidade técnica do torneio.

Em 1995 o Galo perderia a final da CONMEBOL para o Rosário Central após uma virada absurda do time argentino, mas os mineiros dariam a volta por cima dois anos depois, quando conquistaram o bicampeonato da competição em 1997.Em 1999 o Atlético foi vice-campeão brasileiro, perdendo a final para o Corinthians. Naquele ano, o Galo teve na dupla Marques e Guilherme seu grande destaque, sendo Guilherme o artilheiro do Brasileirão, batendo o recorde de gols marcados em uma única competição.

Mesmo tendo encerrado a década de 1990 em alta, os anos 2000 foram os mais tenebrosos da história alvinegra. O clube teve um último grande momento quando chegou a semifinal do Brasileirão de 2001, saindo para o São Caetano em uma partida marcada por um dilúvio no ABC Paulista.

Dali em diante o time iniciaria campanhas de luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Em 2004 se safou da queda na última rodada, mas em 2005 o rebaixamento foi inevitável e o Galo jogou a série B em 2006.

Apesar da pior fase da história do clube, o ano de 2006 foi marcado pelo título da Série B e o consequente retorno à primeira divisão. O grande destaque se deu pelo apoio da apaixonada torcida atleticana, que abraçou o clube mesmo no momento mais conturbado e foi responsável pela melhor média de público do Brasil somando todas as divisões do futebol nacional!

Os anos seguintes foram marcados por campanhas medianas no Campeonato Brasileiro e pelo título mineiro de 2007.


Década de 2010: Do inferno ao céu


clube atletico mineiro - 2010

A década de 2010 começou de forma catastrófica para o Atlético. Com a memória do rebaixamento ainda fresca, o torcedor alvinegro viu o clube flertar com a série B nos anos de 2010 e 2011, conseguindo se salvar nas últimas rodadas.

Em 2011, o Galo contratou o técnico Cuca, que conseguiu salvar o time do rebaixamento, mas estava à frente do time na maior goleada já sofrida para o rival Cruzeiro, quando o Atlético perdeu por 6 a 1 na última rodada do Campeonato Brasileiro, em uma partida em que poderia rebaixar seu arquirrival caso vencesse o jogo.

Mesmo com a derrota e com o clima pesado no clube, Cuca foi mantido no cargo para o ano seguinte e o Atlético acabou 2012 como vice-campeão brasileiro, disputando o título ponto a ponto com o Fluminense, que acabou campeão. 2012 foi também o ano da chegada de Ronaldinho Gaúcho, que liderou o time na grande campanha com um futebol que dispensa maiores apresentações.

Em 2013, o Galo chegou a sua grande conquista a Copa Libertadores da América. O time conquistou o maior torneio do continente pela primeira vez em uma campanha que ficou marcada pela superação e por momentos de intensa emoção. Nas quartas de final, o goleiro Victor defendeu um pênalti com o pé esquerdo no último minuto de jogo para assegurar a classificação contra o Tijuana, do México. Na semifinal, enfrentou o Newell’s Old Boys, da Argentina. Perdeu o primeiro jogo por 2 a 0. No jogo de volta venceu por 2 a 0 e se classificou a final nos pênaltis.

A grande final foi contra o Olimpia, do Paraguai. O mesmo cenário se repetiu. 2 a 0 em Assunção, 2 a 0 em Belo Horizonte, a conquista aconteceu nos pênaltis. O triênio mágico do Galo se completaria em 2014. O time chegou às quartas-de- finais da Copa do Brasil. Perdeu para o Corinthians por 2 a 0 em São Paulo e, na partida de volta, sofreu um gol do Timão ainda no primeiro tempo. Com o resultado teria de fazer quatro gols para se classificar. O Galo virou e venceu a partida por 4 a 1, se classificando para a semifinal.

Na semifinal o mesmo filme se repetiu. Perdeu para o Flamengo por 2 a 0 no Maracanã, sofreu um gol no primeiro tempo em Belo Horizonte e ainda assim conseguiu a virada, terminando o jogo com 4 a 1 no placar. Com o resultado o Galo desbancou o rival nacional e se preparava para enfrentar o grande rival citadino, o Cruzeiro na decisão.

Na final, nem sombra do sufoco das fases anteriores. O Atlético venceu o primeiro jogo por 2 a 0 e o segundo por 1 a 0, se consagrando campeão da Copa do Brasil em cima de seu maior rival! Era a primeira Copa do Brasil do Atlético. O técnico já não era Cuca, mas Levir Culpi. Nomes presentes no triênio mais vitorioso da história do clube asseguraram seus lugares para sempre na história atleticana. Cuca, Ronaldinho Gaúcho, Réver, Leonardo Silva, Pierre, Leandro Donizete, Luan, Diego Tardelli, Jô, Dátolo, Bernard, Marcos Rocha , Victor, Levir Culpi e vários outros saíram dos campos para as prateleiras de museu.

Nos anos seguintes, o Galo continuou com boas campanhas, sendo vice- campeão brasileiro em 2015 e vice-campeão da Copa do Brasil em 2016. Se classificou para a Copa Libertadores por cinco vezes consecutivas, a maior sequência da história do futebol brasileiro, empatado com o São Paulo.


Estádios


clube atletico mineiro - estadios

Ao longo de sua história centenária, o Atlético jogou em diversos estádios, mas sua história está realmente marcada por três endereços na capital mineira. O primeiro deles foi o Estádio Antônio Carlos, inaugurado em 1929 e funcionou até 1969, sendo a casa do Atlético em suas primeiras décadas de existência. Foi o primeiro estádio com iluminação noturna de Minas Gerais.

O Estádio Antônio Carlos tinha capacidade para cinco mil pessoas e era situado no bairro de Lourdes, na avenida Olegário Maciel, onde hoje está localizado o shopping Diamond Mall. O primeiro grande estádio de Belo Horizonte foi construído para sediar partidas da Copa do Mundo de 1950. O Estádio Raimundo Sampaio, popularmente conhecido como Independência. O Independência foi um dos estádios mais utilizados pelo Galo desde sua inauguração e é onde o clube manda a maioria de suas partidas atualmente.

A casa tradicional do Galo durante a maior parte de sua história é o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão. Situado na Pampulha, o estádio foi inaugurado em 1965. Com uma capacidade atual de 65 mil torcedores, o Mineirão foi palco de vários recordes de médias de público alvinegras e não era raro ter mais de 100 mil atleticanos no Gigante da Pampulha. Mesmo sem jogar regularmente no estádio desde 2012, o Galo é o time que mais levou torcedores ao estádio em sua história.


Hino


clube atletico mineiro - Hino

Poucas torcidas têm um laço de identidade tão forte com seu hino oficial quanto a torcida atleticana. Para perceber esse fenômeno basta acompanhar um jogo do Atlético das arquibancadas, o hino é entoado várias vezes durante a partida e é um dos momentos mais inflamados da manifestação da massa.

O hino atual foi composto por Vicente Motta em 1969 e tem a particularidade de nunca tratar do clube na terceira pessoa, sendo sempre cantado como se não houvesse distinção entre torcida e clube. Esse é o único hino de grandes clubes brasileiros que não se referem ao time na terceira pessoa.

Além disso, Vicente Motta faz várias referências ao espírito de luta atleticano e às grandes conquistas das primeiras décadas do clube, como o “Campeão dos Campeões” e os “Campeões do Gelo”, histórias já expostas ao longo do texto. Confira a letra do hino alvinegro:

Nós somos do Clube Atlético Mineiro Jogamos com muita raça e amor Vibramos com alegria nas vitórias Clube Atlético Mineiro Galo Forte Vingador

Vencer, vencer, vencer Este é o nosso ideal Honramos o nome de Minas No cenário esportivo mundial

Lutar, lutar, lutar Pelos gramados do mundo pra vencer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer

Nós somos campeões do gelo O nosso time é imortal Nós somos campeões dos Campeões Somos o orgulho do esporte nacional

Lutar, lutar, lutar Com toda nossa raça pra vencer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer

Nós somos campeões do gelo O nosso time é imortal Nós somos campeões dos Campeões Somos o orgulho do esporte nacional

Lutar, lutar, lutar Com toda nossa raça pra vencer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer Clube Atlético Mineiro Uma vez até morrer


Mascote


clube atletico mineiro - mascote

Como já foi dito anteriormente, o Galo como mascote atleticano nasceu das mãos do chargista Fernando Pierucetti, o Mangabeira. O artista é responsável pela criação dos mascotes dos principais times mineiros, como o Leão do Villa Nova, a Raposa do Cruzeiro, o Coelho do América e a Tartaruga do Siderúrgica. Para Mangabeira o Galo simbolizava o Atlético pelo espírito aguerrido da torcida e time, que mais pareciam um galo de briga. Criado no fim da década de 30 e redesenhado em 1945, o Galo foi se popularizar nas décadas seguintes, quando a torcida atleticana adotou o mascote como grito de guerra e hoje os nomes se confundem como identidade do clube.



Torcida


clube atletico mineiro - torcida

“Se houver uma camisa preta e branca pendurada no varal durante uma tempestade,o atleticano torce contra o vento. Ah, o que é ser atleticano? É uma doença? Doidivana paixão? Uma religião pagã? Bênção dos céus? É a sorte grande? O primeiro e único mandamento do atleticano é ser fiel e amar o Galo sobre todas as coisas. Daí, que a bandeira atleticana cheira a tudo neste mundo ” Roberto Drummond.

O Atlético é um dos clubes de maior torcida no Brasil e um dos que mais levaram torcedores ao estádio. De acordo com dados da administração do Mineirão, é a torcida que mais levou público ao estádio e tem as melhores médias de lotação. Durante as fases áureas do time, o Galo sempre disputou em médias de público com as grandes torcidas do Brasil, como Flamengo e Corinthians. Em 2006, mesmo na série B, o Galo teve a melhor média de público em campeonatos brasileiros de todas as divisões, sendo maior inclusive que a do campeão da Série A, o São Paulo. O Atlético foi campeão de público em 10 dos 46 campeonatos brasileiros disputados (1971, 1977, 1990, 1991, 1994, 1995, 1996, 1997, 1999, 2001).

O clube reconhece sua torcida como o maior patrimônio e, inclusive, aposentou sua camisa 12 como forma de reconhecimento simbólico da torcida como o décimo segundo jogador. Em relação às torcidas organizadas, a mais antiga e ainda em atividade é a Força Atleticana de Ocupação, a Dragões da FAO, presente nos estádios desde 1969. A Máfia Atleticana Organizada também tem destaque como uma das antigas ainda presente nos jogos do Galo.

A maior e mais reconhecida torcida organizada atleticana é a Galoucura, fundada em 1984. Responsável por boa parte do repertório musical e visual dentro dos estádios desde sua fundação, a Galoucura está onde o Galo está sendo sempre presente em qualquer partida do alvinegro.

Atualmente nas partidas do Atlético, além das torcidas já citadas, destaca-se a presença de torcidas como a Galo Metal, Fúria Alvinegra, Movimento 105 minutos, Torcida Uniformizada Atleticana e os vários consulados do Galo ao redor do Brasil e do mundo.



Uniforme


clube atletico mineiro - uniforme

Um dos maiores motivos de orgulho para o torcedor atleticano é ter o mesmo nome e as mesmas cores desde sua fundação. O uniforme atleticano é tradicionalmente listrado na vertical variando o preto e o branco. As listras podem variar na disposição e tamanho ao longo da história. O calção é preto e as meias brancas. O segundo uniforme atleticano é tradicionalmente todo em branco.



Símbolo


clube atletico mineiro - simbolo

O primeiro símbolo do Atlético era bem diferente do atual, sendo uma forma de elipse com as letras CAM inscritas dentro do contorno ovalado. A partir da década de 40 foi adotado o brasão como conhecemos hoje, com três pontas na parte superior, com as letras CAM inscritas sobre uma parte preenchida com listras em preto e branco. De lá para cá pouco mudou no escudo atleticano, com pequenas alterações de design. A estrela amarela no topo do brasão simboliza a conquista do título brasileiro de 1971.



Conquistas


clube atletico mineiro - Conquistas

Confira a lista dos principais títulos do Atlético:

- Campeonato Mineiro: 44 vezes (1915, 1926, 1927, 1931, 1932, 1936,, 1939, 1941, 1942Cscr-featured.png, 1946, 1947, 1949, 1950, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1958, 1962, 1963, 1970, 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1985, 1986, 1988, 1989, 1991, 1995, 1999, 2000, 2007, 2010, 2012, 2013, 2015 e 2017) - Campeonato Brasileiro: 1971, 2006 (Série B) - Copa Libertadores: 2013 - Copa do Brasil: 2014 - Copa Conmebol: 1992, 1997 - Recopa Sul-americana: 2014 - Taça Minas Gerais: 5 vezes (1975, 1976, 1979, 1986 e 1987)



Ídolos


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