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Chevrolet Agile

Chevrolet Agile

Chevrolet Agile – A crise financeira de 2008 nos Estados Unidos, causada por problemas na economia imobiliária, certamente afetou o mundo todo. Apesar de ter sido iniciada por um setor em específico, o momento de instabilidade abalou outros campos econômicos, sociais e políticos. E não foi diferente com a indústria automobilística, que também sofreu bastante com o momento de desequilíbrio da maior potência mundial.

Diante disso, a Chevrolet, montadora de carros norte americana, precisava desenvolver um modelo que tivesse baixo custo de produção e, desse modo, possuísse alta margem de lucro. E foi nesse momento que foi projetado o Chevrolet Agile, que chegou aos mercados brasileiros no fim de 2009.

História do Chevrolet Agile

Como já citado anteriormente, o Chevrolet Agile foi projetado e desenvolvido em meio a um momento de instabilidade econômica no país sede da montadora. Diante disso, o carro precisava possuir baixíssimo custo de produção, precisando também preencher o mercado de hatchs altos e espaçosos, que era dominado pelo Fox, da fabricante alemã Volkswagen.

A plataforma usada para a fabricação do carro já era uma velha conhecida da marca: a 4200, derivado do “Corsa B”, já havia sido usada em vários outros modelos produzidos pela empresa, como o Celta, o Prisma e o Classic. Inicialmente, havia a discussão de usar a plataforma conhecida como “Corsa C”, que deixaria o carro bem mais moderno. Contudo, esta tinha um custo de produção consideravelmente mais elevado e, por esse motivo, saiu rapidamente dos planos dos executivos da Chevrolet.

A plataforma utilizada era desenvolvida para carros de menores dimensões e, como o Agile deveria ser um modelo espaçoso, algumas alterações foram feitas, como o aumento das bitolas e dos entre-eixos, o que deixava o carro com uma pequena instabilidade em altas velocidades. Um dos pontos positivos da primeira geração do Agile era seu espaço interno, comportando uma família de 4 pessoas tranquilamente. Além disso, seu porta-malas possuía um tamanho considerável para um hatch: poderia comportar 327 litros de bagagem.

As reclamações acerca do Agile consistiam justamente em relação a sua estabilidade, a proximidade do para-brisa com o volante e o painel interno, que era extremamente curto.

Contudo, o carro possuía alguns pontos positivos: o seu espaço interno era satisfatório, a suspensão era bem feita, suportando tranquilamente os asfaltos esburacados do Brasil e a sua distância em relação ao chão, o que dava ao veículo uma facilidade na passagem em trilhas e estradas de terra.

O maior alvo de críticas relacionadas ao Chevolet Agile era, sem dúvidas, o seu visual. Na tentativa de deixar o carro com uma estética muito moderna, mascarando o seu baixo custo de produção, a montadora norte americana exagerou na dose e, segundo os críticos, deixou o carro extravagante demais.

Em 2013, o carro passou por uma reestilização, deixando-o com linhas mais seguras e para-choques dianteiros que combinavam mais com as lanternas, ou seja, tinham um aspecto mais agressivo. Devido ao crescente sucesso de outro hatch da Chevrolet, o Onix, o Agile perdia espaço no mercado e acabou por se tornar bastante custoso para a fabricante, tendo em vista que a oferta estava sendo maior que a demanda.

Diante disso, em 2014, o Chevrolet Agile teve suas produções interrompidas, mesmo depois de sua reestilização ter agradado grande parte dos críticos nas revistas automotivas. Atualmente, a tabela FIPE do carro conta com versões que vão de R$ 23.624 (Chevrolet Agile LT 1.4 manual, do ano de 2010) à R$ 34.821 (Chevrolet Agile Effect 1.4 manual reestilizado, do ano de 2014).

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